Custos do novo estádio do Flamengo sobem
O custo de construção do novo estádio do Flamengo saltou para R$ 3 bilhões, um aumento significativo em relação à estimativa original de R$ 2 bilhões, feita pela gestão anterior de Rodolfo Landim. A atualização no valor foi revelada pelo presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, durante as comemorações pela conquista da Taça Guanabara.
Esse novo orçamento representa um acréscimo de R$ 1 bilhão, uma diferença que tem gerado discussões sobre os motivos que levaram ao aumento considerável. O jornalista Rodrigo Mattos detalhou os fatores que influenciaram essa revisão, explicando como os custos foram ajustados nos últimos meses.
Por que os custos do novo estádio subiram tanto?
Uma das principais razões para o aumento no custo são dois itens que tiveram uma grande elevação no valor estimado: as obras viárias nas imediações do estádio e a descontaminação do terreno onde o Gasômetro será construído. Originalmente, esses dois fatores estavam orçados em R$ 114 milhões, mas a nova previsão indica que os custos desses itens agora somam R$ 400 milhões.
A descontaminação do terreno, que na primeira estimativa não tinha um valor isolado, agora é vista como um item separado e essencial para viabilizar a construção. Outro fator que contribuiu para o aumento do custo é o preço por assento, que foi revisado para refletir a inflação desde o período da Copa do Mundo de 2014, quando os primeiros orçamentos foram feitos.
A gestão de Baptista acredita que a alta do câmbio e a inflação nos últimos anos afetaram diretamente o custo por assento, que antes estava projetado em R$ 25.666, um valor em linha com os preços praticados para a construção de estádios no Brasil para o evento de 2014. Agora, com a revisão, o custo por assento passou a ser de US$ 6 mil, o que, com a cotação atual, resulta em cerca de R$ 2,4 bilhões para um estádio de 70 mil lugares.
Os membros da gestão anterior, que ainda estão envolvidos no clube, veem esse aumento no custo por assento como excessivo, especialmente quando comparado ao valor de R$ 25.600 por lugar da Arena MRV, do Atlético-MG, que foi construída recentemente. Eles argumentam que o valor está fora de linha com os preços atuais de mercado e pode favorecer os fornecedores da obra, em detrimento do clube.
Por outro lado, a atual administração do Flamengo defende que o novo orçamento é mais realista, considerando os aumentos de custos desde a época da Copa do Mundo e os desafios econômicos enfrentados no Brasil nos últimos anos. Com esses novos números, o Flamengo agora projeta um estádio de 70 mil lugares, o que é menor do que o previsto originalmente, quando se estimava 75 mil assentos.
Custos finais podem ser ainda maiores
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A gestão de Baptista acredita que o valor de R$ 3 bilhões ainda pode ser uma estimativa conservadora, e que o custo final pode ultrapassar essa marca. Essa revisão no orçamento afetará diretamente os prazos e o financiamento do projeto, exigindo ajustes nos planos financeiros e na execução da obra. A conclusão do estudo final, que será feito pela consultoria Arena e pela FGV, deve ocorrer no final de março ou início de abril, e só então o clube terá um valor definitivo para o custo da construção.