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“Analisei o vídeo e entendi…”; Presidente do TJD-RJ 'dá as caras' e justifica punição rigorosa de Tiquinho Soares

Renata Mansur analisou o pedido da procuradoria sobre o centroavante antes de duelo decisivo pela Copa do Brasil

Thiago Ribeiro/AGIF- Tiquinho Soares, centroavante do Botafogo
© Thiago Ribeiro/AGIFThiago Ribeiro/AGIF- Tiquinho Soares, centroavante do Botafogo

O torcedor do Botafogo certamente sentiu a falta de Tiquinho Soares no empate por 1 a 1 com o Sergipe pela Copa do Brasil. O centroavante recebeu uma suspensão preventiva de 30 dias do TJD-RJ devido a cabeçada no árbitro Tarcizo Pinheiro Caetano no clássico contra o Flamengo pela Taça Guanabara.

Contudo, a punição ao camisa 9 antes do julgamento, que acontecerá na próxima segunda (6), às 14h, acabou revoltando os torcedores alvinegros e gerando alguns ataques à presidente do tribunal, Renata Mansur. Com a repercussão, a jurista fez questão de explicar a decisão.

“Qualquer julgador cria em cima de uma pedido. Nesse caso, houve um pedido da procuradoria em cima do artigo 35 do CBJD, que prevê, em caso grave de violência, uma suspensão preventiva. Muita gente afirmou que esse tipo de punição só existe em dopagem. No caso de dopagem, a suspensão é obrigatória. No caso de violência, o procurador pode fazer o pedido. Eu analisei o vídeo, entendi que era uma ação grave, e concedi. Justamente para ser imparcial, eu encaminhei logo para julgamento para o atleta poder se defender com celeridade. Então, na segunda-feira teremos o julgamento que será feito pela comissão, que não sou eu que julgo”, explicou.

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O estranhamento de alguns foi devido ao fato de que não são comuns os casos de suspensão preventiva por violência no futebol, Contudo, de acordo com Mansur, isso se dá pelos poucos casos graves que acontecem atualmente e também por, muitas vezes, a procuradoria não realizar o pedido.

Leia mais: “O que aconteceu ontem…”; Governador de Sergipe ‘rasga o verbo’ após classificação polêmica do Botafogo

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“O que a gente considera extrema gravidade: a cabeçada, um soco em um atleta. Casos de agressão mesmo. A gente sempre tenta separar os casos em disputa de bola e fora de disputa de bola. Não é comum, porque os casos de gravidade não são comuns. E muitas vezes o procurador não pede. Eu acredito que deveria ser pedido sempre e aí o julgador, se analisar que é de fato grave, conceder a suspensão preventiva”, explicou a presidente do tribunal.

Por fim, a presidente comentou as mensagens que vem recebendo dos torcedores do Glorioso pelas redes sociais, principalmente pelo fato dela torcer pelo Flamengo.“Não é ser torcedora ou não que vai influenciar na decisão. Eu sou a que menos julgo, dentro do sistema desportivo, o presidente é quem menos dá decisões, que tem ingerência para decidir. Eu compreendo a comoção, infelizmente para a torcida do Botafogo o pedido foi feito na véspera de um jogo e ele ficou suspenso. O STJD confirmou a minha decisão. Fica claro que não foi uma questão pessoal”, finalizou.

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