Rogério Ceni é indiscutivelmente uma das maiores figuras do futebol quando o assunto é a posição de goleiro. O ex-arqueiro do São Paulo FC deixou seu nome marcado na história não apenas pelas suas defesas milagrosas, mas pela sua surpreendente habilidade de marcar gols, seja de falta ou pênalti. No total, são 131 bolas no fundo da rede adversária, e aqui você relembra sete ocasiões especiais.
Não teria como começar de maneira diferente, o primeiro gol a ser relembrado é o centésimo da carreira de Ceni. Este gol aconteceu a quase dez anos atrás, mas está guardado na memória dos são paulinos e dos corinthianos. O motivo é que o ‘Mito’ atingiu essa marca justamente em um clássico contra o rival Corinthians, na Arena Barueri. Ceni cobrou a falta com perfeição no ângulo do goleiro Júlio Cesar que não foi capaz de defender. O gol rendeu a vitória ao Tricolor no Majestoso.
Em seguida, vem o gol do recorde em 2006. Ceni vivia um ‘mal’ momento, uma falha do goleiro tinha gerado a eliminação tricolor na Libertadores, mas Rogério rapidamente se redimiu. Em uma partida contra o Cruzeiro, o arqueiro defendeu um pênalti e fez dois gols para empatar a partida contra a Raposa. O primeiro deles ficou marcado como seu 63° e assim superou o recorde de Chilavert como o goleiro com mais gols na história.
O próximo gol é também de 2006, e esse mostra o tamanho da personalidade de Ceni. Em uma oitava de final da Libertadores, o São Paulo empatava com o rival Palmeiras e precisava da vitória para avançar. Aos 40 minutos do segundo tempo, o Tricolor sofreu um pênalti que Rogério teria de cobrar duas vezes devido à uma ‘paradinha’ que o goleiro fez. Mas o resultado foi o mesmo nas duas ocasiões: bola no fundo da rede e seu time classificado para a próxima fase da competição.
O quarto a ser relembrado é o que tirou toda ‘dúvida’ sobre a habilidade do goleiro. Com o gol de pênalti contra o Al-Ittihad, na semifinal do Mundial, Ceni marcou em todas as competições de Clube que jogou pelo São Paulo. Juntando o gol com a atuação histórica na final do campeonato, Rogério foi coroado o melhor jogador do Mundial de Clubes, após o Tricolor levar o título para cima do Liverpool.
O quinto e último a ser ‘visitado’ é o de falta contra o Santos, para incluir todos os rivais do São Paulo. Foi na final do Campeonato Paulista, durante o jogo de volta, quando o Tricolor precisava apenas do empate para ser campeão. Rogério fez a parte dele e deixou o placar igual aos 39 minutos do primeiro tempo, após seu time sair perdendo. Essa seria a única vez que o goleiro viria a marcar em uma final de campeonato na sua carreira.
Matéria produzida por Gabriel Pirovani.