Revés na Justiça

O Vasco segue enfrentando desafios, isso porque a Justiça do Rio de Janeiro divulgou uma decisão na noite desta terça-feira que reacendeu a disputa societária entre o Vasco e a 777 Partners. Em essência, a sentença estabelece restrições para o clube na administração da SAF.

Alegação do Vasco contra a 777

O jornalista Diogo Dantas, em sua coluna no O Globo, revelou que o Gigante da Colina, em sua petição à Justiça durante o processo de recuperação judicial, alegou que a 777, quando era sócia majoritária da SAF do clube, pagou apenas 18% dos valores acordados em negociações envolvendo transferências de atletas, aquisição de direitos econômicos, luvas e comissões até maio de 2024.

Esse pagamento parcial gerou uma série de problemas financeiros para o clube, que vê sua dívida crescer de forma preocupante. Segundo o jornalista, de acordo com a diretoria administrativa do Vasco, apesar do aporte de R$ 310 milhões realizado pela 777, a dívida do clube aumentou em impressionantes R$ 350 milhões.

O levantamento do clube contabiliza esse aumento até o mês de maio de 2024, data em que o Vasco obteve uma liminar que lhe conferiu o controle da SAF da 777, o que possibilitou a revisão da gestão da empresa.

Dívidas no Vasco continue a crescer

A gestão da dívida não leva em consideração os compromissos que venceriam a partir de maio de 2024, o que faz com que o montante total da dívida continue a crescer. Além disso, o clube mencionou que o aumento da dívida foi intensificado pela incidência de correção monetária e juros, o que contribuiu para uma situação ainda mais complicada.

RJ – RIO DE JANEIRO – 23/04/2023 – BRASILEIRO A 2023, VASCO X PALMEIRAS – Josh Wander diretor da 777Partners do Vasco presta homenagem a familia de roberto Dinamite durante partida contra o Palmeiras no estadio Maracana pelo campeonato BRASILEIRO A 2023. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

A direção do Vasco também acusa a 777 Carioca LLC de não conseguir ampliar a geração de receitas enquanto aumentava os gastos, prejudicando ainda mais as finanças do clube. Em sua petição, o Vasco explica que a situação financeira do clube está insustentável e, por esse motivo, entrou com o pedido de recuperação judicial.


Segundo o clube, a única alternativa para cumprir a Lei da SAF e garantir a saúde financeira a longo prazo seria quitar até 60% das dívidas no período de seis anos, com a possibilidade de prorrogar o pagamento dos 40% restantes por mais quatro anos. Contudo, a diretoria do clube acredita que não será possível alcançar esse objetivo diante da atual realidade financeira. Com o aumento da dívida e a falta de pagamento das obrigações acordadas pela 777, o Cruz-Maltino enfrenta uma grave crise financeira que ameaça comprometer o futuro do clube.