Problemas na Liberta e Sul-Americana
O Corinthians foi derrotado por 2 a 1 pelo Huracán, da Argentina, nesta quarta-feira (2), na estreia da fase de grupos da Copa Sul-Americana. O revés em pleno estádio da Neo Química Arena frustrou a torcida e deu sequência ao início de ano irregular do Timão.
Apesar do título do Campeonato Paulista conquistado diante do Palmeiras, o clube foi eliminado ainda na terceira fase da Libertadores pelo Barcelona de Guayaquil, ficando fora da principal competição continental.
O que falta para o Corinthians?
Agora disputando a Sul-Americana, o Timão precisa se recuperar no torneio. Após a derrota, o volante Raniele foi um dos jogadores que falou com a imprensa e apontou o que tem faltado ao time para ser mais competitivo em torneios internacionais.
“Na minha opinião, temos que fazer um jogo mais violento. Com todo respeito, o juiz não marcava qualquer falta. No primeiro lance do jogo, sofri uma falta e ele disse que deixei o pé no adversário quando caí. Não sei que jogo ele estava assistindo. Precisamos entender que o árbitro não vai parar o jogo a todo momento”, iniciou.
“Também precisamos estar cientes de que, em certos momentos, os adversários vão bater forte e a falta não será marcada. Então, o aprendizado passa por isso: saber jogar o jogo. Quando estamos ganhando, esse tipo de partida se encaixa mais. Temos que fazer mais faltas estratégicas, segurar o jogo, administrar o tempo, porque o futebol sul-americano é assim. Para jogar contra esses times, não tem outro jeito”, comentou o meio-campista na saída da Arena.
Análise do time
Raniele também fez uma análise sobre o comportamento do elenco em diferentes contextos de jogo, e destacou a necessidade de adaptação ao estilo sul-americano de disputa.
“Acho que essa dificuldade é mais uma questão do elenco, e não da história do clube. Contra o Palmeiras, por exemplo, fizemos um jogo no estilo sul-americano: paramos os ataques deles com faltas, seguramos quando precisávamos, ficamos no chão quando era necessário. Não tenho vergonha de falar isso, porque, às vezes, esse tipo de jogo nos beneficia mais do que simplesmente tentar jogar o tempo todo. Não importa contra quem seja, há momentos em que essa estratégia funciona melhor para nós”, finalizou.